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Alexandre Rampazo e as imagens do "Silêncio"

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  Alexandre Rampazo nasceu em abril de 1971, na cidade de São Paulo, formou-se em Design pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, em 2001. Foi diretor de arte e atualmente é autor e artista gráfico - a partir de 2008 passou a dedicar-se integralmente à literatura infantil. Desde então, assinou cerca de 70 livros, entre os seus próprios como autor‑ilustrador e como ilustrador de textos de outros autores. Um lugar para Coraline, Eustáquio, O espetáculo continua, Vai rolar, O que você vê, Silêncio, Orbitar, Coisas para deslembrar, O que é que isso é?, Imensamente pequeno, O mágico magnífico, Um belo lugar, Pinóquio – O livro das pequenas verdades, A história do pássaro e o realejo, entre muitos outros. Rampazo já recebeu importantes distinções e prêmios literários, como a Lista de Honra do IBBY 2022, o Prêmio Jabuti, o Prêmio FNLIJ e o Premio Fundación Cuatrogatos, entre outros. Além do Brasil, seus livros também foram publicados em vários países da América Latina e da Europa. E...

Lúcia Hiratsuka - Tradição Japonesa na Literatura Infantil

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  Lúcia Hiratsuka nascida em Duartina -SP (1960), é uma artista plástica, ilustradora e escritora brasileira. De ascendência japonesa, recebeu em 1988 uma bolsa de estudos para a Universidade de Educação de Fukuoka, no Japão, para pesquisar sobre os e-hons (tradicionais livros ilustrados japoneses criados através de xilogravuras, que já eram, à época, sua principal influência artística). Voltou para o Brasil no ano seguinte, já trabalhando com ilustração. Sua primeira obra, “Os Livros de Sayuri” (1987) já mostrava a presença de elementos da cultura nipônica. Além de escrever, é ela mesma quem ilustra muitos de seus livros. Seu traço é delicado, poético, e muitas vezes remete à estética japonesa do emakimono (pergaminhos ilustrados). Em 1995, ganhou o Troféu APCA por seus livros Hatikazuki Hime, Momotaro e Tanabata (todos da coleção Contos e Lendas Japonesas). Em 2019, Lúcia ganhou o Prêmio Jabuti em duas categorias: melhor livro juvenil, por “Histórias guardadas pelo rio” (Edições...

Heena Baek e As Balas Mágicas

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 Baek Hee-na nascida em 1 de dezembro de 1971, em Seul, é uma autora sul-coreana de livros ilustrados, ilustradora e animadora. Ela escreve livros ilustrados com personagens que têm personalidades distintas e com uma narrativa encantadora baseada em várias experiências de produção de ilustração. Seus livros ilustrados foram traduzidos e publicados em vários idiomas, incluindo inglês, alemão, chinês, japonês, sueco e norueguês. Baek sempre experimenta algo novo em imagens e técnicas. Ela produz e compõe obras de arte e produz livros para exposições e filmes, utilizando a técnica de ilustração 3D. Em especial, cria personagens usando "Sculpey" (marca de argila polimérica muito popular entre artistas e artesãos, conhecida por sua versatilidade e facilidade de modelagem). Vários personagens principais são produzidos de acordo com suas principais expressões faciais e utiliza a técnica de animação “stop-motion” (técnica de animação que cria a ilusão de movimento através de uma seq...

Bell Hooks e A pele que eu tenho

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Gloria Jean Watkins , nascida em Hopkinsville, 25 de setembro de 1952, mais conhecida pelo pseudônimo bell hooks (escrito em minúsculas),foi uma autora, professora, teórica feminista, artista e ativista antirracista americana. hooks publicou mais de trinta livros e numerosos artigos acadêmicos, apareceu em vários filmes e documentários, e participou de várias palestras públicas. Sua obra incide principalmente sobre a interseccionalidade de raça, capitalismo e gênero, e aquilo que hooks descreve como a capacidade destes para produzir e perpetuar sistemas de opressão e dominação de classe. Hooks teve uma perspectiva pós-moderna e foi influenciada pela pedagogia crítica de Paulo Freire. Em 2014, fundou o bell hooks Institute com sede no Berea College, em Berea, Kentucky. Seu pseudônimo foi emprestado de sua bisavó materna, Bell Blair Hooks. Inspirada pelos escritos de Paulo Freire, hooks desenvolveu o conceito de uma educação como prática da liberdade, reafirmando a sala de aula como um ...

Leusa Araújo e a Agitação à Beira-mar

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Nascida em São Paulo, em 25 de junho de 1960, Leusa Araújo teve uma infância cheia de leituras e criação literária. Desde os cinco anos, colecionava revistas e escrevia poesias; aos nove, já usava máquina de escrever. Cursou jornalismo na PUC-SP e fez pós-graduação em dramaturgia na Escola Superior de Artes Célia Helena, São Paulo. Publicou seu primeiro livro infantojuvenil em 1994, “Agitação à Beira-Mar”, parte da Coleção Vaga-lume. Prefere escrever no computador quando está no escritório e usar máquina de escrever em casa. Releitura constante e sharing com as filhas fazem parte do ritual após o texto estar pronto. Os livros não são ilustrados por ela — a editora escolhe um ilustrador que se identifique com o texto. Foi assim que conheceu e fez amizade com a ilustradora Sônia Magalhães, responsável por A cabeleira de Berenice. Em muitos contos, ela mistura experiências pessoais e casos judiciais, usando narrativas fragmentadas e colocação de vozes paralelas para gerar intensidade e...

Bosco Brasil Um Office boy em apuros

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  Bosco José Lopes Rebello da Fonseca Brasil, nascido em Sorocaba (SP), 27 de março de 1960, é um dramaturgo e escritor brasileiro. Formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Bosco é um dos mais prestigiados autores de teatro, cinema e televisão. Iniciou sua carreira nos anos 80 como autor de radionovelas, no teatro, em 1994 assumiu a direção artística do Teatro de Câmara de São Paulo, do qual é co-fundador. Em televisão, tem sua primeira experiência ao lado de Walter George Durst, na TV Globo, nos anos 90, integra a equipe de roteiristas do Ra-Tim-Bum e do Castelo Ra-tim-bum na TV Cultura. Em 1995 cria a Caliban Editorial, lançando a coleção Teatro Brasileiro de Bolso, dedicada à dramaturgia contemporânea brasileira. Embora seja mais conhecido por trabalhos em TV, teatro e cinema, Bosco Brasil teve no livro "Office boy em apuros", da  coleção Vaga-Lume, uma de suas principais incursões na literatura infanto-juvenil, fortalecendo sua versatil...

Rubens Francisco Luchetti e O Fantasma do Tio William

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  Rubens Francisco Lucchetti , mais conhecido como R. F. Lucchetti, nascido em Santa Rita do Passa Quatro, a 29 de janeiro de 1930, foi um ficcionista, desenhista, articulista e roteirista de filmes, histórias em quadrinhos e fotonovelas. Era considerado o "Papa da Pulp fiction" no Brasil. Fã de literatura policial, o escritor afirma ter tido contato aos onze ou doze anos com duas edições da revista “Mistérios” da Editorial Lu que trazia histórias do herói pulp “O Sombra”. Autodidata, além de sua intensa atividade literária e artística, exerceu as mais variadas profissões, desde almoxarife até chefe de escritório. Começou a publicar histórias aos doze anos, na década de 1940, seu primeiro texto publicado foi "A Única Testemunha", escrito sob a influência e o impacto da leitura dos contos "O Gato Preto" e "O Coração Revelador", de Edgar Allan Poe. Em 1964, publicou sua primeira história em quadrinhos, uma adaptação do conto “A Única Testemunha”,...