Robert Harris e a Ficção Histórica
Robert Dennis Harris nascido em Nottingham, Inglaterra, 7 de março de 1957, é um romancista inglês e um dos autores contemporâneos mais conhecidos por misturar pesquisa histórica rigorosa com ritmo de thriller político. Ele ficou famoso por criar romances em que personagens fictícios atravessam eventos históricos reais de forma extremamente convincente. Antes de virar escritor de ficção, Harris trabalhou como jornalista político e comentarista na BBC e em jornais britânicos. Isso influenciou muito sua escrita: seus livros costumam ter linguagem direta, investigação detalhada e bastidores de poder. Essa origem jornalística faz com que muitos leitores sintam que estão lendo “documentos secretos dramatizados”. É a chamada ficção histórica.
A ficção histórica apresenta aos leitores uma história que tem lugar durante um período notável na História (real), e, geralmente, durante um evento significativo nesse período. Em algumas obras, aparecem eventos famosos a partir de pontos de vista não registados na História, mostrando figuras históricas reais a lidar com eventos alusivos à época mas ao mesmo tempo, mostrando-as de uma forma diferente da que está registada na História. Outras vezes, o acontecimento histórico complementa uma história da narrativa, que ocorre em segundo plano. Às vezes, a ficção histórica pode ser, na maior parte, correspondente à realidade histórica, mas os nomes de pessoas e lugares foram, de alguma forma, alteradas. Como se trata de ficção, a licença artística é permitida no que diz respeito à apresentação, desde que ela não se desvie significativamente da História. Se os eventos estão destinados a se desviar significativamente da realidade histórica, a história pode então cair dentro do gênero da história alternativa, que é conhecida por especular sobre o que poderia ter acontecido se um significativo acontecimento histórico tivesse sido diferente.
Seu grande sucesso veio com “Fatherland” de 1992 (livro: Pátria Amada; filme: A Nação do Medo), uma obra de história alternativa ambientada num mundo onde a Alemanha nazista venceu a Segunda Guerra Mundial. O livro chamou atenção porque tratava o cenário alternativo com enorme realismo político, evitava caricaturas e reconstruía uma Europa nazificada como se fosse um relatório histórico verdadeiro. Muitos críticos disseram que o romance parecia “perigosamente plausível”.
Suas outras obras que fizeram sucesso, muitas transformadas em filmes, incluem Enigma (1995), Archangel (1998), Pompeii (2003), The Ghost (2007), Conclave (2016) e Munich (2018). Talvez a principal marca de Robert Harris seja a de fazer situações extraordinárias parecerem historicamente inevitáveis. Seus livros frequentemente deixam a sensação de que “isso poderia ter acontecido”; ou até “talvez tenha acontecido nos bastidores”. Esse equilíbrio entre documentação histórica e tensão narrativa é o que o tornou um dos maiores nomes da ficção histórica moderna.
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