H. G. Wells e A Guerra dos Mundos

Herbert George Wells, mais conhecido como H. G. Wells, nasceu em 21 de setembro de 1866, em Bromley, na Inglaterra, foi um escritor inglês, lembrado como um dos “pais da ficção científica”, ao lado de Júlio Verne e Hugo Gernsback. Ele previu, de forma notável, muitos avanços tecnológicos do século XX, incluindo armas nucleares, tanques, viagens espaciais e a internet. Um acidente na infância teve grande importância em sua formação: Wells quebrou uma perna quando tinha cerca de sete anos e, durante o período de recuperação, passou muito tempo lendo. A literatura acabou se tornando uma espécie de porta de entrada para o mundo que ele queria conhecer. Mais tarde, estudou ciências, chegando a ser aluno de Thomas Henry Huxley, famoso biólogo e defensor das ideias de Charles Darwin, e isso foi importante para fazer dele, algo mais que simplesmente um escritor interessado em monstros e aventuras espaciais, ele pensava como alguém profundamente influenciado pela ciência. Suas histórias frequentemente começam com uma pergunta aparentemente simples: "E se...?" E se pudéssemos viajar no tempo? “A Máquina do Tempo” (1895) – Introduziu o conceito de viagem intencional no tempo utilizando um veículo; E se pudéssemos modificar biologicamente seres vivos? “A Ilha do Dr. Moreau” (1896) – Abordou temas como manipulação genética e ética. E se a ciência pudesse tornar alguém invisível? “O Homem Invisível” (1897) – Explorou o colapso psicológico de um cientista que se torna invisível.

E se seres extraterrestres tecnologicamente superiores invadissem a Terra? Esta pergunta o levou a escrever a sua obra de maior sucesso: “A Guerra dos Mundos”. Publicado originalmente em 1898, conta a invasão da Terra por seres vindos de Marte, porém os marcianos não chegam como criaturas primitivas, eles possuem uma tecnologia muito superior à humana, suas máquinas de guerra são enormes tripés — os famosos “tripods” — equipados com armas devastadoras.

Na época em que Wells escreveu a obra, o Império Britânico era uma das maiores potências coloniais do planeta. Os europeus haviam conquistado territórios na África, Ásia, Oceania e nas Américas. Wells inverte a situação. Agora são os ingleses que descobrem o que significa ser uma população tecnologicamente inferior diante de um invasor. O narrador chega a estabelecer uma comparação entre a invasão marciana e aquilo que os próprios seres humanos fizeram com outras populações. Wells, nesta obra, ajudou a estabelecer a ficção científica como um gênero capaz de discutir questões sociais, políticas, filosóficas e científicas. É justamente esse mecanismo que o faz continuar tão atual.

O livro teve várias versões no cinema, cada uma adaptada à sua época, em várias épocas. Na primeira versão (1953), dirigido por George Pal, o filme muda o cenário para os Estados Unidos da época, se passando na Califórnia dos anos 1950. Já “Guerra dos Mundos”, de 2005, dirigido por Steven Spielberg, com Tom Cruise no papel principal, também se adapta para o período de lançamento, começando em Nova Jersey nos anos 2000. “H. G. Wells' War of the Worlds”, de 2005, foi feito pelo estúdio The Asylum para se aproveitar do filme de Spielberg, adaptando o livro de Wells na Califórnia dos anos 2000. O estúdio faria em 2008 uma continuação, “War of the Worlds 2: The Next Wave”. O ano de 2005 teve um terceiro filme pelo estúdio independente Pendragon Pictures igualmente intitulado “H. G. Wells' War of the Worlds”, realmente adaptando o livro de Wells como escrito, se passando na Inglaterra do século 19. “War of the Worlds: The True Story”, de 2012, do mesmo diretor da versão da Pendragon, é um pseudo-documentário tratando a invasão marciana como um evento histórico. E finalmente “A Guerra dos Mundos”, de 2025, estrelado por Ice Cube, passado primariamente na Washington, D.C. dos anos 2020 segue um agente do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos contando a história através de imagens em telas de computador.

 

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