Marcos Bagno e "A Vingança da Cobra", sucesso da série Vaga-Lume
Marcos Bagno nascido em Cataguases (MG), a 21 de agosto de 1961, é um professor, doutor em filologia, linguista e escritor brasileiro. Importante intelectual e professor da Universidade de Brasília (UnB) com inúmeras publicações sobre a língua falada no país, é conhecido por defender a revisão da norma-padrão do português, pela inclusão de variantes linguísticas e formas orais como expressão genuína e correta do português brasileiro. É também professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), tradutor, escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados entre literatura e obras técnico-didáticas. Atua mais especificamente na área de sociolinguística e literatura infanto-juvenil, bem como questões pedagógicas sobre o ensino de português no Brasil.
Entre seus livros de ficção infanto-juvenil mais célebres, destaca-se “A Vingança da Cobra”, publicado em 1995 pela Editora Ática, como parte da icônica série Vaga-Lume. O livro acompanha a história do velho Otto, um simpático cientista e farmacêutico alemão radicado na pacata e fictícia cidade de Ocaporã, no interior de Minas Gerais, que fugiu de seu país natal após sofrer perseguição política de uma poderosa multinacional farmacêutica chamada Schlange (palavra que significa "cobra", em alemão), por ter se recusado a validar a comercialização ilegal de um medicamento nocivo. No Brasil, fascinado pela rica flora nacional, ele passa a produzir remédios fitoterápicos e naturais, tornando-se o morador mais querido e respeitado da cidade. Contudo, a calmaria termina abruptamente quando surgem boatos de que seus remédios naturais estão envenenando pessoas.
Como era tradição nos lançamentos tardios da Série Vaga-Lume, o manuscrito original (sem o nome de Bagno) foi enviado previamente em forma de sinopse expandida para avaliação anônima de cerca de 3 mil alunos de escolas públicas e particulares. O retorno positivo dos próprios jovens ditava se o livro seria publicado.
O nome da corporação vilã da história, Schlange, significa literalmente "cobra" em alemão. Esse detalhe amarra o título do livro tanto à corporação quanto à ideia de um veneno silencioso que tenta destruir a reputação de Otto.
Antes de se destacar no cenário acadêmico da linguística, Bagno já acumulava prêmios importantes de literatura. Sua estreia nos contos, “A Invenção das Horas” (1988), ganhou o IV Prêmio Bienal Nestlé de Literatura Brasileira. Já seu primeiro infantil, “O Papel Roxo da Maçã” (1989), levou o prestigiado prêmio João de Barro.
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